No quadro Viver Bem, da PUC TV Goiás, a dermatologista Dra. Mariana Cabral falou sobre o Dezembro Laranja, campanha de prevenção ao câncer de pele, e explicou por que a proteção solar precisa ser um hábito diário. Assista à entrevista completa:

Entrevista no quadro Viver Bem, da PUC TV Goiás, com a Dra. Mariana Cabral, dermatologista em Goiânia.

Por que o câncer de pele é tão comum?

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil e no mundo: cerca de 30% dos tumores malignos registrados no país são de pele. Para a Dra. Mariana Cabral, a alta prevalência está ligada à falta de proteção solar ao longo da vida, um hábito cultural antigo agravado, em Goiás, pela grande incidência de radiação. É o dano solar acumulado que, com o passar do tempo, pode favorecer o surgimento da doença.

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Ficar atento a mudanças na pele é essencial para o diagnóstico precoce. Entre os sinais citados na entrevista estão:

  • pintas ou manchas que escurecem, crescem ou mudam de aspecto;
  • feridas que não cicatrizam, muitas vezes confundidas com uma espinha;
  • qualquer lesão nova ou diferente que chame a atenção durante o autoexame.

Como se proteger no dia a dia

A prevenção vai muito além da praia ou do clube. O protetor solar deve ser um hábito diário, aplicado nas áreas expostas como rosto, mãos, colo e braços, e reforçado com chapéu, óculos e roupas de proteção. Algumas orientações da dermatologista:

  • reaplicar o filtro solar a cada 2 a 3 horas em exposição direta, e com mais frequência ao entrar na água;
  • proteger as crianças: queimaduras solares na infância aumentam o risco de melanoma na vida adulta;
  • quem passa o dia em ambiente fechado também deve se cuidar, pois a luz visível de telas e da iluminação pode agravar manchas; nesses casos, os protetores solares com cor ajudam.

Diagnóstico precoce faz toda a diferença

Quanto mais cedo o câncer de pele é identificado, mais simples costuma ser o tratamento e maiores são as chances de cura. A Dra. Mariana recomenda consultas periódicas, em geral a cada seis meses, para um exame completo da pele, aliadas ao autoexame em casa. Vale um alerta: embora os carcinomas (cerca de 90% dos casos) sejam mais comuns entre os 40 e 60 anos, o melanoma, forma mais agressiva, pode surgir em pessoas jovens, de pele muito clara, com muitas pintas e histórico familiar.

Na dúvida sobre uma pinta ou mancha, não espere: procure uma avaliação com a Dra. Mariana Cabral, dermatologista em Goiânia.

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Dermatologista formada pela Universidade Federal de Goiás e com especialização em Dermatologia pela UNIFESP.

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